EDUCACÃO, SOMOS AS RESPONSÁVEIS!


“As mulheres são as primeiras educadoras do gênero humano.” (Theodor Hippel)

Passeando um pouco pelo livro de educação de Alma Brasileira, encontrei a história destas 6 mulheres brasileiras que estavam a frente de seu tempo:

Nísia Floresta

Viveu no Brasil entre 1810 e 1885, em um período em que as mulheres não tinham acesso à educação formação. Estudou em um convento de carmelitas em Pernambuco, onde futuramente teve contato com ideais liberais. Foi educadora, escritora, feminista e abolicionista. Escreveu 15 livros, publicou artigos sobre direitos das mulheres e fundou no Rio de Janeiro uma escola para meninas.

Inspirada nos ideais liberais e iluministas, reivindicou que as mulheres tivessem acesso às mesmas oportunidades que os homens e destacou que a exclusão das mulheres dos espaços de educação sufocavam suas potencialidades, tanto na ciência

Anália Franco

Foi educadora, escritora e poetisa. Viveu entre 1853 e 1919, período em que o Brasil passava pela transição do Império para a República. Ganhou destaque pela sua atuação como educadora empreendedora, preocupada com discriminados e marginalizados. Em um período predominantemente rural do país, em que a educação era um privilégio para poucos, ela se posicionou pela necessidade de superar exclusões.

Começou a lecionar aos 15 anos. Além da docência, foi responsável pela criação e supervisão de mais de cem instituições, entre escolas, asilos, creches, liceus femininos, bibliotecas e grupos musicais espalhados por São Paulo, na capital no interior.

Nise da Silveira

Viveu de 1905 a 1999. Cresceu em meio à música, à arte e à poesia que, segundo ela, influenciou seu comportamento mesmo quando adulta. Foi psiquiatra e seu trabalho teve relação com a educação por buscar compreender e se comunicar com a inconsciente das pessoas por meio de práticas educativas.

Com 16 anos, prestou exame para a Faculdade de Medicina da Bahia, em um momento em que poucas mulheres estudavam ou consideravam ingressar no ensino superior. Foi uma das primeiras mulheres a se formarem em medicina no Brasil. Em 1946, fundou a Seção de Terapêutica Ocupacional e Reabilitação, com núcleos de música, pintura, teatro, marcenaria, costura e tapeçaria. O trabalho tinha como princípio a liberdade, a solidariedade, o olhar humano, a paciência, a confiança e o afeto.

Maria Victoria Benevides

Educadora, socióloga, cientista política e militante, tornou-se referência em educação para os direitos humanos e democracia. No período em que vigorava o Ato Institucional nº 5 , estudou em uma universidade pública onde discutiu abertamente sobre política e democracia.

Tornou-se professora titular da Faculdade de Educação da USP (Universidade de São Paulo) em 1985, aos 43 anos. A educadora se destaca pela atenção a temas como cidadania ativa, participação popular, orçamento participativo, reforma política, violência policial e educação em direitos.

Maria Amélia Pereira

Com trajetória voltada sobretudo à infância brasileira, dedicou seus esforços a falar da criança com seu universo, linguagem e repertório próprios. Defende a presença da cultura e diversidade brasileira, com suas raízes musicais, estéticas e mitológicas.

Em Salvador, enquanto cursava o magistério, teve contato com uma das mais importantes experiências da história da educação brasileira: Escola Parque de Salvador, idealizada por Anísio Teixeira. Impactada com essa concepção de educação e infância, iniciou sua trajetória como educadora comprometida com processos educacionais significativos e que consideram o ser de forma integral.

Macaé Evaristo

Mulher e negra, ocupou com resistência e persistência cenários de política quase sempre dominados por homens brancos. Ocupou importantes espaços de gestão da educação em Minas Gerais e em todo o país.

Sua trajetória se destaca pelo engajamento em um projeto de educação e de país que integre a diversidade brasileira, traduzido na educação integral. Para ela, a educação só consegue avançar em termos de inclusão e qualidade quando é capaz de entender e atender sujeitos na sua integralidade, acolhendo comunidades e territórios.

Analisando um pouco mais, temos esta frase de Jean Yves Lelouo:

“Todo papel de uma boa mãe é não apenas fazer a criança sair de seu ventre, mas faze-la ir além do desejo de não se separar dela”.

E vamos ver o que é o Sistema Tempo de Ser, (STS) é a organização educacional criadora da pedagogia Educação de Essencialidades,

método que estimula no indivíduo o autoconhecimento como meio para o alcance da autoconsciência e autogestão.

Desta forma, temos como perspectiva referenciar a vida autoconsciente, representada por uma sociedade de indivíduos que desenvolvem o autoconhecimento e aprimoram, por consequência, o meio em que estão inseridos. Eis a verdadeira arte de educar, que resumimos na expressão: “É Tempo de Ser”.

“...Somente uma educação pautada em princípios que sejam condizentes com a natureza essencial do homem, ou seja, compatíveis com o fato de ser uma vida, autoconscientes, sensível e inteligente justifica a forma mais aprimorada de viver e de se relacionar.” (STS)

Isabel Branco, da revista Neuroeducação diz o seguinte:

O cérebro é formado por bilhões de conexões entre neurônios. Essas ligações permitem a comunicação ultrarrápida entre células especializadas em diferentes funções neurais. Os primeiros anos da infância são o período em que essas conexões se formam de maneira mais ativa – ainda que novas conexões possam ser criadas ao longo de toda a vida do ser humano.

O que faz da infância um momento-chave para o desenvolvimento cerebral é que serão essas conexões formadas no início da vida que criarão uma base para as futuras ligações neurais.

Nos primeiros anos, 700 novas conexões entre neurônios são criadas por segundo. Esse número cai bruscamente ao longo da vida, e as ligações passam a ser em menor número e em circuitos mais complexos criados sobre as conexões já existentes. Assim, o cérebro passa a ter menor capacidade de se reorganizar e se adaptar a novos e inesperados desafios.

E Claudia Carvalho e Claudia Zacarias no livro “Prisioneiros da Infância” também falam a respeito do início de um ser humano.

“O bebe no período de gestação “aspiram fisiológica, psicológica e psiquicamente um ao outro, não havendo uma demarcação de um limite que demonstre, claramente, que são individualidades a parte.”

“da parte dos gestados, a ciência comprova que todos os movimentos maternos, aquilo que a mãe vivencia , pensa e sente incidem diretamente sobre lelés, interferindo, de forma favorável ou não, em seu desenvolvimento.”

Edna comenta

“após a separação física resultante do evento do nascimento, o infante passa a ocupar os braços daquela que foi sua fonte geradora, porém não se aparta do estado de fusão inicial, permanece uma fusão psicológica entre mãe e filho que só se dissolve lenta e gradualmente. O vínculo psíquico, iniciado na fecundação/concepção, desenvolve se durante a gravidez, estabelece se após o parto/nascimento e mantem-se nos 3 primeiros anos de vida, período em que a criança precisa ser estimulada a caminhar para um processo mais acentuado de desvinculação com o universo materno’

Até a proximidade de 3 anos de idade, a zona consciente do infante se encontra em processo de formação e ele se utilizara da zona consciente materna, para que possa acessar, interagir, recolher referencias e conceitos do ambiente a sua volta.”

E porque trouxe para vocês estas referências:

Se afinarmos nosso olhar para a gestação e os primeiros anos de vida de uma criança vamos perceber facilmente que a responsável pela educação dela é o feminino.

Tantas e tantas mulheres são desrespeitadas pela sociedade, pelo padrão machista em que vivemos, que não nos damos conta que ela tem em suas mãos as rédeas da modelagem, nutrição e educação destas crianças que vem a luz.

É por elas que a sociedade se forma e cria o que conhecemos hoje, portanto respeito e valorização seria automático se todo ser humano estivesse atento ao seu início, de onde veio e quem trilhou junto a seus primeiros anos de vida lhe dando bases e referências.

16 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo

autoconhecimento@ednamartin.com.br

(14)997176291

  • YouTube
  • Facebook ícone social
  • Instagram
  • Twitter ícone social

Orgulhosamente criado com Wix.com