ESCOLHAS E DECISÕES

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Nossa vida é formada de escolhas e decisões. Eu posso tranquilamente passar o tempo fazendo só escolhas, mas será que elas estarão embasadas pela inteligência?

Antes desta resposta vamos considerar alguns aspectos:


Escolher – ato ou efeito de escolher; preferência que se dá a alguma coisa que se encontra entre outras predileções; opção entre duas ou mais coisas; ato de eleger; capacidade de escolher bem, de escolher com discernimento. (Dicionário online da Língua Portuguesa)

Decisão – ato ou efeito de decidir; determinação; resolução tomada pós julgamento; deliberação; fato que determina os rumos de um acontecimento ou resultado final de um conflito; capacidade de resolver sem hesitação; coragem; firmeza; definição. (Dicionário online da Língua Portuguesa)

Será que tenho escolhido, decidido ou os dois?

Vivemos em um mundo onde temos múltiplas escolhas, se quero comprar uma roupa, vou em uma loja e experimento muitas variedades, posso escolher levar todas, mas quais as consequências disso? E aí chega àquela hora em que nos vemos diante das roupas com a vendedora nos dizendo para levar todas que ela divide em 10 parcelas.

Mas o instante é de ouvir nosso desejo caprichoso ou ver o que realmente precisamos e o que nossa situação financeira permite? A dor se faz presente entre escolher levar muitas ou decidir pelo necessário, dependendo do que for, vamos nos sentir aliviados ou com culpa de ter extrapolado.

Vamos então pensar um pouco sobre o que seria escolha e decisão, temos no início do texto a definição de dicionário mas podemos ir um pouco além.

Podemos considerar que escolher é exterior, vamos escolhendo, escolhendo e um dia precisaremos tomar decisões que nos conduzirão aos caminhos da interioridade, aonde implica as realizações do autoconhecimento.

As escolhas então são recursos que fatalmente nos levarão ao caminho da nossa vida interior, mas se não prestarmos atenção vamos passar a existência olhando para fora e nos enfiando em muitas enrascadas, automaticamente e sem se importar com a vida interior que clama por atenção.

As escolhas não são antagônicas à nossa evolução, pelo contrário, elas são necessárias. É através delas que vamos aprender a decidir, elas fazem parte do evoluir, são a base dos objetivos almejados, conduzem às decisões, porque sempre que escolhemos, vamos precisar decidir.


Quando continuamos só escolhendo, desistimos dos objetivos almejados por medo da dor do decidir, e isto promove uma estagnação da continuidade, gerando desanimo e inatividade, sem impulso e capacidade criativa. Esta ação de múltiplas escolhas sem decisão é infantil, é o movimento de uma psique no período da infância.



Decidir é uma atitude interior, e que são tomadas na fase adulta, se adultecermos é logico, pois, estar num corpo adulto não significa necessariamente em ser adulto.

Desde o nascimento, nós deveríamos ser estimulados a tomar decisões para que sejamos adultos seguros na conjugação da verdade com a realidade, sermos responsáveis e decidirmos sobre nossos sentimentos.

Decidir é uma ação consciencial, é uma deliberação do livre arbítrio, é uma ação da vontade e ninguém decide sem agir.

Quando estamos na fase da escolha estamos em conflito e na decisão há o término deste conflito. Decidir é agir, é determinar, é executar.

O conflito estabelece o princípio da renúncia, temos que abrir mão de alguma coisa para decidir e aí somos tocados no ponto mais sensível: a possessividade, o egoísmo e o sentimento de perda.

A decisão e a renúncia partem da consciência, implica em libertar-se, em continuidade e em revelação.

A decisão é a ação da inteligência, é quando percebemos que não dá mais para continuar simplesmente escolhendo, ela auxilia a avançar no entendimento, isso promoverá continuidade e vamos perceber a impermanência de seres e coisas.

Mas não temos que fazer escolhas entre os seres, precisamos decidir como nos relacionarmos com eles, porque o movimento do impermanente é um processo absolutamente natural tudo se move e nunca iremos encontrar tudo da maneira que deixamos.

Como seres inteligentes, se compreendermos isso, vamos promover novas escolhas que conduzirão a decisões e estas decisões conduzirão à continuidade, este é um ciclo contínuo: escolhas, decisões e continuidade.

A conjugação da realidade com a verdade dá decisão, assumimos a responsabilidade das consequências, movimentamos o impermanente para uma decisão permanente, cortar o tempo e espaço e assumir as consequências.

Respondendo nossa questão do início, ser inteligente é escolher, decidir e continuar, saber da impermanência e assumir a responsabilidade das decisões.

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