VIDA MATEMÁTICA


Amanhece o dia

Tempos de pandemia

Tudo se torna normal em nosso cérebro

Somos facilmente adaptáveis a qualquer situação

Com muitos riscos ou poucos

Na esteira de seres sãos e loucos

Estamos lá e aqui sem solução.

Cumprir regras não é necessário, se isso não nos sufoca

O que são mais mortes, quando não nos afoga?

Seres correndo da dor, em direção a morte,

Mortes...

mortes ...

mortes...

Os números sobem, todo dia se repete

Os meses passam, e quase o ano também,

E onde estamos?

Na glória de estarmos vivos e na inglória da banalização,

Não damos mais importância àquilo que não era normal,

E agora se tornou o dia a dia mais brutal,

Banalizar, não se importar, este é o ser humano,

Enquanto ficar longe de nós, não é desumano.

Porque viver desta forma tão fútil e inconsciente,

Tentar ser feliz, sem ao menos tentar ser consciente?

Nos caixões da vida matemática vão se somando amores,

Nas famílias destas pessoas subtraindo afetos

A dor instalada não chama atenção, o caixão a soterra

Na vida e na morte o que sobra é a terra.

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